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26/10/2017

Após barrar denúncia, Temer quer reformas e coalizão para 2018

Após barrar denúncia, Temer quer reformas e coalizão para 2018

BRASÍLIA — O presidente Michel Temer vai apostar em três linhas de atuação para virar definitivamente a página da segunda denúncia que enfrentou: uma frente legislativa, na qual pretende ter a reforma da Previdência como estrela; uma trincheira econômica, com a expectativa de “colher os frutos” das medidas já colocadas em prática pelo governo e que vão aumentar a arrecadação; e a articulação política, que consistirá na tentativa de solidificar sua coalizão para tentar atuar de forma unitária nas eleições de 2018, tanto na disputa presidencial quanto nas composições regionais. O mote do governo, a partir de agora, será fortalecer e dar prosseguimento a uma “agenda de modernização do Brasil”, dizem aliados, priorizando as agendas pró-mercado financeiro e seguindo diretrizes do “Ponte para o futuro”, documento elaborado por seu núcleo ainda durante o governo Dilma Rousseff e que era apresentado como carta de intenções antes de sua posse. A frente legislativa diz respeito às propostas que terão atenção total de Temer e de seus aliados. Superada a denúncia, a primeira medida dessa lista é a reforma previdenciária. O governo seguirá insistindo na votação ainda este ano, embora aliados reconheçam que é muito difícil obter maioria para obter a emenda. Esse também é o discurso mais recente do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já vem conversando com o relator da proposta na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), e orientou que o parlamentar passe a medir a temperatura dos partidos aliados para ver se há real possibilidade de aprovação. Publicidade As medidas provisórias (MPs) do ajuste fiscal, que, entre outras coisas, adiam o reajuste salarial de servidores federais para 2019, também estão entre as prioridades imediatas. Fecha a lista a simplificação tributária, outra prioridade do governo. Já a frente econômica consiste, segundo auxiliares do Planalto, numa consolidação das medidas já em vigor e outras novas. Um dos exemplos é o leilão do pré-sal que vai ocorrer amanhã e que, segundo cálculos da Agência Nacional do Petróleo (ANP), vai gerar US$ 36 bilhões em investimentos. Outra medida citada como importante é o leilão de transmissão de energia, que acontecerá em dezembro. Temer também vai faturar a melhora nos resultados da economia, como a geração de empregos. Outra medida será a entrada em vigor da nova lei trabalhista, em 11 de novembro. Temer também fará uma série de viagens internacionais a partir de janeiro. A atuação política do governo consiste num trabalho de manter a união da base e ver com que tamanho Temer chegará em 2018. Nesse tabuleiro, será preciso ver que candidato a presidente o peemedebista vai apoiar no ano que vem e quem será o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin ou João Doria. FONTE: O GLOBO



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